sexta-feira, 11 de outubro de 2013
domingo, 6 de outubro de 2013
E o tema de hoje é argumentação...
Continuando a discorrer sobre sobre a argumentação encontrei um texto muito bom sobre a temática. Aproveitem a leitura , vale a pena!
O que é a argumentação?
Anthony Weston
Algumas pessoas pensam que argumentar é apenas expor os seus
preconceitos de uma forma nova. É por isso que muitas pessoas
pensam também que os argumentos são desagradáveis e inúteis.
Argumentar pode confundir se com discutir. Neste sentido, dizemos
por vezes que duas pessoas discutem, como numa espécie de luta
verbal. Acontece muito. Mas não é isso o que os argumentos
realmente são.
Neste livro, “apresentar um argumento” quer dizer oferecer um
conjunto de razões a favor de uma conclusão ou oferecer dados
favoráveis para uma conclusão. Neste livro, um argumento não é
apenas a afirmação de certos pontos de vista, e não é apenas uma
disputa. Os argumentos são tentativas de apoiar certos pontos de
vista com razões. Neste sentido, os argumentos não são inúteis;
na verdade, são essenciais.
Os argumentos são essenciais, em primeiro lugar, porque são
uma forma de tentar descobrir quais os melhores pontos de vista.
Nem todos os pontos de vista são iguais. Algumas conclusões podem
ser apoiadas com boas razões; outras, com razões menos boas. Mas
muitas vezes não sabemos quais são as melhores conclusões.
Precisamos de apresentar argumentos para apoiar diferentes
conclusões, e depois avaliar tais argumentos para ver se são
realmente bons.
Neste sentido, um argumento é uma forma de investigação.
Alguns filósofos e activistas argumentaram, por exemplo, que
criar animais só para fornecer carne causa um sofrimento imenso
aos animais e que, portanto, isso é injustificado e imoral. Será
que eles têm razão? Não se pode decidir consultando os
preconceitos que se têm. Estão envolvidas muitas questões. Temos
obrigações morais para com outras espécies, por exemplo, ou é só
o sofrimento humano que é realmente mau? Podem os seres humanos
viver realmente bem sem carne? Alguns vegetarianos viveram até
idades muito avançadas. Será que este facto mostra que as dietas
vegetarianas são mais saudáveis? Ou é esse facto irrelevante,
considerando que alguns não vegetarianos também viveram até
idades muito avançadas? (É melhor perguntar se uma percentagem
mais elevada de vegetarianos vivem até idades avançadas.) Talvez
as pessoas mais saudáveis tenham tendência para se tornarem
vegetarianas, ao contrário das outras? Todas estas questões têm
de ser consideradas cuidadosamente, e as respostas não são, à
partida, óbvias.
Os argumentos também são essenciais por outra razão. Uma vez
chegados a uma conclusão bem apoiada por razões, os argumentos
são a maneira pela qual a explicamos e defendemos. Um bom
argumento não se limita a repetir as conclusões. Em vez disso,
oferece razões e dados para que as outras pessoas possam formar a
sua própria opinião. Se o leitor ficar convencido que devemos
realmente mudar a forma como criamos e usamos os animais, por
exemplo, terá de usar argumentos para explicar como chegou a essa
conclusão: é assim que convencerá as outras pessoas. Ofereça as
razões e os dados que o convenceram a si. Ter opiniões fortes não
é um erro. O erro é não ter mais nada.
As regras para argumentar não são, pois, arbitrárias: elas têm
um objectivo específico. Mas os estudantes (tal como outros
escritores) nem sempre compreendem qual é o objectivo quando pela
primeira vez lhes pedem para escrever um ensaio argumentativo — e
se não se compreende o objectivo do que nos é pedido, é
improvável que o façamos bem. Muitos estudantes, quando lhes
pedem que argumentem a favor dos seus pontos de vista acerca de
um qualquer assunto, escrevem declarações intrincadas dos seus
pontos de vista, mas não oferecem verdadeiramente nenhumas razões
para pensar que os seus pontos de vista são correctos. Escrevem
um ensaio, mas não escrevem um ensaio argumentativo.
Este erro é natural. Na escola secundária, a ênfase é colocada
na aprendizagem de assuntos que são razoavelmente pouco ambíguos
e incontroversos. Não é necessário argumentar que foi Vasco da
Gama que descobriu o caminho marítimo para a Índia, ou que Eça de
Queirós escreveu Os Maias. Estes são factos que o estudante se
limita a dominar, e que os seus ensaios se limitam a relatar.
Os estudantes vão para o ensino superior e esperam que as
coisas sejam mais ou menos iguais. Mas muitos cursos superiores —
especialmente os que exigem ensaios escritos — têm um objectivo
diferente. Estes cursos tratam das bases das nossas crenças;
exigem que os estudantes questionem as suas crenças, que elaborem
e defendam os seus pontos de vista. Os assuntos discutidos nos
cursos superiores são frequentemente os mais ambíguos e menos
precisos. Sim, é verdade que foi o Vasco da Gama que descobriu o
caminho marítimo para a Índia, mas quais foram verdadeiramente as
causas da política expansionista? Sim, é verdade que o Eça de
Queirós escreveu Os Maias, mas qual é o significado do romance?
Há razões e dados favoráveis a diferentes respostas. Aos
estudantes destes cursos é pedido que aprendam a pensar por si
próprios, que formem as suas próprias opiniões de forma
responsável. A habilidade para defender as suas opiniões é um
sinal dessa capacidade, e é por isso que os ensaios
argumentativos são tão importantes.
De facto, tal como os capítulos VII-IX irão explicar, para
escrever um bom ensaio argumentativo o estudante tem de usar
argumentos simultaneamente como um meio de investigação e como
uma maneira de explicar e defender as suas conclusões. Para se
preparar para escrever um ensaio, o estudante tem de explorar os
argumentos que existem para os pontos de vista opostos; é
necessário depois escrever o próprio ensaio como um argumento,
defendendo as suas conclusões com argumentos e avaliando
criticamente alguns dos argumentos dos pontos de vista opostos.
Anthony Weston
Texto retirado de A Arte de Argumentar, de Anthony Weston (Lisboa: Gradiva, 1996).
domingo, 29 de setembro de 2013
sábado, 28 de setembro de 2013
Falando sobre Bullying...
Conversando
sobre o real sentido do Bullyng
Muito
tem se falado sobre bullying nos meios de comunicação, principalmente na
televisão e na internet, mas não pensamos o que tem causado tantos casos de
bullying nas instituições de ensino. Pra começar a palavra bullying significa “comportamento
agressivo” e aí entendemos porque o fenômeno está tão ligado e associado a
vários tipos de violência principalmente a física e a verbal.
Vivemos
em uma sociedade em que a violência nos seus diversos tipos é valorizada e
encorajada desde as novelas, até os noticiários, pois muitas vezes os bandidos
saem impunes e não cumprem nenhum tipo de pena.
Somos
a cada dia bombardeados por diversos tipos de preconceitos que precisamos
enfrentar são eles: o de etnia, de altura, de peso, de cor de cabelos, enfim
tudo é motivo de discriminação.
Diante
desse contexto, o bullying vem cada vez mais ganhando espaço, e no âmbito
escolar ela começa com uma “brincadeirinha” até chegar ao nível de agressão
maior, um murro ou um espancamento.
As
crianças e adolescentes hoje em dia estão cada vez mais influenciados pelas
mídias como: videogames, redes sociais, músicas e televisão com isso fica
perceptível que os programas de TV, páginas na internet vem influenciando no comportamento
dessa galera. Porque a partir do momento que a escola se torna a única opção de
educação para esta turma, devido ao sistema capitalista onde exige que os pais
passem mais tempo no trabalho do que vivenciando momentos de interação e
conhecimentos com os filhos, a educação de valores que antes era passada pelos
para os filhos fica em defasagem pois a escola sozinha não educa.
O
bullyng que acontece nas escolas vem desencadeando a partir desse contexto e
sabe-se que o bullyng não é apenas a constância de um ato agressivo mas sim um
fenômeno amplo e complexo que ocorre em várias faixas etárias e em instituições
de ensino público e particulares.
Segundo
Maldonado (2011), em inúmeros casos o sofrimento causado pelo bullyng se
prolonga por muitos anos após os ataques, atingindo a auto estima, formando a
raiz de sintomas e influenciando
decisões nem sempre saudáveis.
Diante
da proporção que o bullying tomou no país, tem se criado grupos antibullyng onde
a solução é desenvolver novos recursos de ação para todos os envolvidos no
processo: vitímas, agressores e expectadores.
Por
isso é importante ficarmos ligados e denunciar situações de bullyng, só que
essa não é a solução para combater o bullying, a atitude a certa a se fazer é a conscientização
de pais e mestres em ensinar uma educação com base em valores e princípios
morais, acredito que assim vamos eliminar o bullying do contexto escolar.
Por:
Caroline Pereira das Neves
domingo, 22 de setembro de 2013
A EAD não acontece só a partir da plataforma Moodle, existem outros ambientes para ensinar e aprender online
7plataformas gratuitas para ensinar e aprender online
Cada vez mais escolas e universidades estão a
recorrer a plataformas
online para ensinar e cativar os seus alunos de forma interativa.
Não se pense no entanto que o recursos a essas plataformas exigem custos
elevados. Antes pelo contrário. Sugerimos aqui oito plataformas gratuitas que
dão outra dimensão ao processo de ensino aprendizagem.
1 – Moodle
Apesar de já haver muita gente que considere que o
Moodle já deu o que tinha a dar, esta plataforma continua a ser interessante e
uma das preferidas das instituições
de ensino. Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment (Moodle) é um
software livre, de apoio à aprendizagem, executado num ambiente virtual. O
programa é disponibilizado livremente e pode ser instalado em diversos
ambientes (Unix, Linux, Windows, Mac OS) desde que os mesmos consigam executar
a linguagem PHP. É desenvolvido colaborativamente por uma comunidade virtual,
que reúne programadores e desenvolvedores de software livre, administradores de
sistemas, professores, designers e utilizadores de todo o mundo. Encontra-se
disponível em diversos idiomas, inclusive em português.
Muitas instituições de ensino (básico e superior) e
centros de formação estão adaptando a plataforma aos próprios conteúdos, com
sucesso, não apenas para cursos totalmente virtuais,
mas também como apoio aos cursos presenciais. A plataforma também vem sendo
utilizada para outros tipos de atividades que envolvem formação de grupos de
estudo, treino de professores e até desenvolvimento de projetos.
2 – ATutor
ATutor é um (LCMS) Learning Content Management
System, ou Sistema
de Gerenciamento de Conteúdo de Aprendizagem Baseado em Web, Open Source
planeado com acessibilidade e adaptabilidade em mente. Os administradores podem
instalar ou atualizar o ATutor em minutos. Os Educadores podem rapidamente
montar, empacotar, redistribuir os conteúdos instalados e conduzir os seus
cursos online. Os estudantes estudam num ambiente de aprendizagem adaptativo.
A plataforma ATutor adotou as especificações de empacotamento de conteúdo IMS/SCORM, permitindo que professores, instrutores e tutores criem conteúdo reutilizável, o qual pode ser compartilhado entre diferentes LCMS. O conteúdo criado noutros sistemas compatíveis com o padrão SCORM pode ser importado para o ATutor e vice-versa, o que se torna uma vantagem muito grande, nomeadamente pelas possibilidades de partilha entre diferentes sistemas.
A plataforma ATutor adotou as especificações de empacotamento de conteúdo IMS/SCORM, permitindo que professores, instrutores e tutores criem conteúdo reutilizável, o qual pode ser compartilhado entre diferentes LCMS. O conteúdo criado noutros sistemas compatíveis com o padrão SCORM pode ser importado para o ATutor e vice-versa, o que se torna uma vantagem muito grande, nomeadamente pelas possibilidades de partilha entre diferentes sistemas.
3 – Claroline
Claroline é uma ferramenta de Ensino a
Distância (EaD) e de trabalho colaborativo (Licence GNU|GPL).
(Ferramenta de Ensino a Distância (EaD) Open source) que permite às
instituições criar e administrar informações online
A ferramenta pode ser descarregada gratuitamente pela internet. É utilizada em 84 países e traduzida em mais de trinta idiomas.
A ferramenta pode ser descarregada gratuitamente pela internet. É utilizada em 84 países e traduzida em mais de trinta idiomas.
4 – Udemy
Udemy.com é também uma ferramenta
de ensino à distância, mais recente, que nos permite criar cursos na web
com a possibilidade de adicionar apresentações, vídeos e blogs. Os utilizadores
podem inscrever-se recebendo o material correspondente, permitindo participar
de forma ativa e, inclusive, divulgar o conteúdo nas redes sociais.
Uma das funções mais interessantes que a plataforma
nos oferece é a possibilidade de emitir vídeo ao vivo, mostrando aos alunos e
professor em tempo real dentro de um painel de comunicação muito intuitivo.
5 – RCampus
RCampus é um Sistema de Gestão da Educação
abrangente online e gratuito que aposta num ambiente de aprendizagem
colaborativa.
No RCampus, é possível fazer todos os trabalhos relacionados com a escola, nomeadamente a construção de sites pessoais e de grupo e a implementação de cursos, ePortfolios, comunidades académicas, etc. O RCampus fornece todas as ferramentas que se esperam num ambiente online, nomeadamente a publicação de trabalhos, fóruns de discussão, vídeos, imagens, links, recolha as tarefas e avaliação.
No RCampus, é possível fazer todos os trabalhos relacionados com a escola, nomeadamente a construção de sites pessoais e de grupo e a implementação de cursos, ePortfolios, comunidades académicas, etc. O RCampus fornece todas as ferramentas que se esperam num ambiente online, nomeadamente a publicação de trabalhos, fóruns de discussão, vídeos, imagens, links, recolha as tarefas e avaliação.
6 – P2PU – Peer 2 Peer Universidade
Peer 2 Peer Universidade (P2PU) é
uma comunidade online de pessoas que compartilham os seus conhecimentos através
de cursos de nível-universitário. Especialistas oferecem o seu tempo e recursos
para criar e disponibilizar os cursos nas suas áreas de especialização. Os
cursos e os seus materiais associados são livres. No entanto, as matrículas em
cada curso são limitadas a fim de proporcionar um ambiente facilitador que
permita uma interacção significativa.
Alguns dos cursos agora disponibilizados:
Alguns dos cursos agora disponibilizados:
- Espanhol 123
- Conflict Resolution
- Local Open Govt. Innovation
- Introducción a la Innovación
- Creative Commons 4 Educators
- Learn Python the Hard Way
- Algorit.y Estructuras de datos
- Español para extranjeros
- Online Maps with OpenLayers
- Mathematics Curriculum Development
- Alt Text & Universal Design
7 – Learnopia
Learnopia é um serviço gratuito que oferece
hospedagem para os cursos on-line. É também um lugar onde podemos encontrar e
fazer cursos online.
A exemplo da plataforma anterior, há cursos gratuitos e outros pagos. A diferença é que se um formador disponibiliza o seu curso gratuitametne, o alojamento também é gratuito. Nos outros casos, o site cobra uma comissão de 25% por cada venda de curso.
A exemplo da plataforma anterior, há cursos gratuitos e outros pagos. A diferença é que se um formador disponibiliza o seu curso gratuitametne, o alojamento também é gratuito. Nos outros casos, o site cobra uma comissão de 25% por cada venda de curso.
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
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