domingo, 6 de outubro de 2013

E o tema de hoje é argumentação...

Continuando a discorrer sobre sobre a argumentação encontrei um texto muito bom sobre a temática. Aproveitem a leitura , vale a pena!

O que é a argumentação?

Anthony Weston
Algumas pessoas pensam que argumentar é apenas expor os seus preconceitos de uma forma nova. É por isso que muitas pessoas pensam também que os argumentos são desagradáveis e inúteis. Argumentar pode confundir se com discutir. Neste sentido, dizemos por vezes que duas pessoas discutem, como numa espécie de luta verbal. Acontece muito. Mas não é isso o que os argumentos realmente são.
Neste livro, “apresentar um argumento” quer dizer oferecer um conjunto de razões a favor de uma conclusão ou oferecer dados favoráveis para uma conclusão. Neste livro, um argumento não é apenas a afirmação de certos pontos de vista, e não é apenas uma disputa. Os argumentos são tentativas de apoiar certos pontos de vista com razões. Neste sentido, os argumentos não são inúteis; na verdade, são essenciais.
Os argumentos são essenciais, em primeiro lugar, porque são uma forma de tentar descobrir quais os melhores pontos de vista. Nem todos os pontos de vista são iguais. Algumas conclusões podem ser apoiadas com boas razões; outras, com razões menos boas. Mas muitas vezes não sabemos quais são as melhores conclusões. Precisamos de apresentar argumentos para apoiar diferentes conclusões, e depois avaliar tais argumentos para ver se são realmente bons.
Neste sentido, um argumento é uma forma de investigação. Alguns filósofos e activistas argumentaram, por exemplo, que criar animais só para fornecer carne causa um sofrimento imenso aos animais e que, portanto, isso é injustificado e imoral. Será que eles têm razão? Não se pode decidir consultando os preconceitos que se têm. Estão envolvidas muitas questões. Temos obrigações morais para com outras espécies, por exemplo, ou é só o sofrimento humano que é realmente mau? Podem os seres humanos viver realmente bem sem carne? Alguns vegetarianos viveram até idades muito avançadas. Será que este facto mostra que as dietas vegetarianas são mais saudáveis? Ou é esse facto irrelevante, considerando que alguns não vegetarianos também viveram até idades muito avançadas? (É melhor perguntar se uma percentagem mais elevada de vegetarianos vivem até idades avançadas.) Talvez as pessoas mais saudáveis tenham tendência para se tornarem vegetarianas, ao contrário das outras? Todas estas questões têm de ser consideradas cuidadosamente, e as respostas não são, à partida, óbvias.
Os argumentos também são essenciais por outra razão. Uma vez chegados a uma conclusão bem apoiada por razões, os argumentos são a maneira pela qual a explicamos e defendemos. Um bom argumento não se limita a repetir as conclusões. Em vez disso, oferece razões e dados para que as outras pessoas possam formar a sua própria opinião. Se o leitor ficar convencido que devemos realmente mudar a forma como criamos e usamos os animais, por exemplo, terá de usar argumentos para explicar como chegou a essa conclusão: é assim que convencerá as outras pessoas. Ofereça as razões e os dados que o convenceram a si. Ter opiniões fortes não é um erro. O erro é não ter mais nada.
As regras para argumentar não são, pois, arbitrárias: elas têm um objectivo específico. Mas os estudantes (tal como outros escritores) nem sempre compreendem qual é o objectivo quando pela primeira vez lhes pedem para escrever um ensaio argumentativo — e se não se compreende o objectivo do que nos é pedido, é improvável que o façamos bem. Muitos estudantes, quando lhes pedem que argumentem a favor dos seus pontos de vista acerca de um qualquer assunto, escrevem declarações intrincadas dos seus pontos de vista, mas não oferecem verdadeiramente nenhumas razões para pensar que os seus pontos de vista são correctos. Escrevem um ensaio, mas não escrevem um ensaio argumentativo.
Este erro é natural. Na escola secundária, a ênfase é colocada na aprendizagem de assuntos que são razoavelmente pouco ambíguos e incontroversos. Não é necessário argumentar que foi Vasco da Gama que descobriu o caminho marítimo para a Índia, ou que Eça de Queirós escreveu Os Maias. Estes são factos que o estudante se limita a dominar, e que os seus ensaios se limitam a relatar.
Os estudantes vão para o ensino superior e esperam que as coisas sejam mais ou menos iguais. Mas muitos cursos superiores — especialmente os que exigem ensaios escritos — têm um objectivo diferente. Estes cursos tratam das bases das nossas crenças; exigem que os estudantes questionem as suas crenças, que elaborem e defendam os seus pontos de vista. Os assuntos discutidos nos cursos superiores são frequentemente os mais ambíguos e menos precisos. Sim, é verdade que foi o Vasco da Gama que descobriu o caminho marítimo para a Índia, mas quais foram verdadeiramente as causas da política expansionista? Sim, é verdade que o Eça de Queirós escreveu Os Maias, mas qual é o significado do romance? Há razões e dados favoráveis a diferentes respostas. Aos estudantes destes cursos é pedido que aprendam a pensar por si próprios, que formem as suas próprias opiniões de forma responsável. A habilidade para defender as suas opiniões é um sinal dessa capacidade, e é por isso que os ensaios argumentativos são tão importantes.
De facto, tal como os capítulos VII-IX irão explicar, para escrever um bom ensaio argumentativo o estudante tem de usar argumentos simultaneamente como um meio de investigação e como uma maneira de explicar e defender as suas conclusões. Para se preparar para escrever um ensaio, o estudante tem de explorar os argumentos que existem para os pontos de vista opostos; é necessário depois escrever o próprio ensaio como um argumento, defendendo as suas conclusões com argumentos e avaliando criticamente alguns dos argumentos dos pontos de vista opostos.
Anthony Weston
Texto retirado de A Arte de Argumentar, de Anthony Weston (Lisboa: Gradiva, 1996).

Argumentar é sim troca de conhecimentos!

 
Olha que interessante!!
 
 


sábado, 28 de setembro de 2013

Falando sobre Bullying...



Conversando  sobre o real sentido do Bullyng

Muito tem se falado sobre bullying nos meios de comunicação, principalmente na televisão e na internet, mas não pensamos o que tem causado tantos casos de bullying nas instituições de ensino. Pra começar a palavra bullying significa “comportamento agressivo” e aí entendemos porque o fenômeno está tão ligado e associado a vários tipos de violência principalmente a física e a verbal.
Vivemos em uma sociedade em que a violência nos seus diversos tipos é valorizada e encorajada desde as novelas, até os noticiários, pois muitas vezes os bandidos saem impunes e não cumprem nenhum tipo de pena.
Somos a cada dia bombardeados por diversos tipos de preconceitos que precisamos enfrentar são eles: o de etnia, de altura, de peso, de cor de cabelos, enfim tudo é motivo de discriminação.
Diante desse contexto, o bullying vem cada vez mais ganhando espaço, e no âmbito escolar ela começa com uma “brincadeirinha” até chegar ao nível de agressão maior, um murro ou um espancamento.
As crianças e adolescentes hoje em dia estão cada vez mais influenciados pelas mídias como: videogames, redes sociais, músicas e televisão com isso fica perceptível que os programas de TV, páginas na internet vem influenciando no comportamento dessa galera. Porque a partir do momento que a escola se torna a única opção de educação para esta turma, devido ao sistema capitalista onde exige que os pais passem mais tempo no trabalho do que vivenciando momentos de interação e conhecimentos com os filhos, a educação de valores que antes era passada pelos para os filhos fica em defasagem pois a escola sozinha não educa.
O bullyng que acontece nas escolas vem desencadeando a partir desse contexto e sabe-se que o bullyng não é apenas a constância de um ato agressivo mas sim um fenômeno amplo e complexo que ocorre em várias faixas etárias e em instituições de ensino público e particulares.
Segundo Maldonado (2011), em inúmeros casos o sofrimento causado pelo bullyng se prolonga por muitos anos após os ataques, atingindo a auto estima, formando a raiz de sintomas  e influenciando decisões nem sempre saudáveis.
Diante da proporção que o bullying tomou no país, tem se criado grupos antibullyng onde a solução é desenvolver novos recursos de ação para todos os envolvidos no processo: vitímas, agressores e expectadores.
Por isso é importante ficarmos ligados e denunciar situações de bullyng, só que essa não é a solução para combater o bullying, a atitude a certa a se fazer é a conscientização de pais e mestres em ensinar uma educação com base em valores e princípios morais, acredito que assim vamos eliminar o bullying do contexto escolar.

Por: Caroline Pereira das Neves

domingo, 22 de setembro de 2013

A EAD não acontece só a partir da plataforma Moodle, existem outros ambientes para ensinar e aprender online



7plataformas gratuitas para ensinar e aprender online

 
Cada vez mais escolas e universidades estão a recorrer a plataformas online  para ensinar e cativar os seus alunos de forma interativa. Não se pense no entanto que o recursos a essas plataformas exigem custos elevados. Antes pelo contrário. Sugerimos aqui oito plataformas gratuitas que dão outra dimensão ao processo de ensino aprendizagem.

1 – Moodle
Apesar de já haver muita gente que considere que o Moodle já deu o que tinha a dar, esta plataforma continua a ser interessante e uma das preferidas das instituições de ensino. Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment (Moodle) é um software livre, de apoio à aprendizagem, executado num ambiente virtual. O programa é disponibilizado livremente e pode ser instalado em diversos ambientes (Unix, Linux, Windows, Mac OS) desde que os mesmos consigam executar a linguagem PHP. É desenvolvido colaborativamente por uma comunidade virtual, que reúne programadores e desenvolvedores de software livre, administradores de sistemas, professores, designers e utilizadores de todo o mundo. Encontra-se disponível em diversos idiomas, inclusive em português.
Muitas instituições de ensino (básico e superior) e centros de formação estão adaptando a plataforma aos próprios conteúdos, com sucesso, não apenas para cursos totalmente virtuais, mas também como apoio aos cursos presenciais. A plataforma também vem sendo utilizada para outros tipos de atividades que envolvem formação de grupos de estudo, treino de professores e até desenvolvimento de projetos.

2 – ATutor

ATutor é um (LCMS) Learning Content Management System, ou Sistema de Gerenciamento de Conteúdo de Aprendizagem Baseado em Web, Open Source planeado com acessibilidade e adaptabilidade em mente. Os administradores podem instalar ou atualizar o ATutor em minutos. Os Educadores podem rapidamente montar, empacotar, redistribuir os conteúdos instalados e conduzir os seus cursos online. Os estudantes estudam num ambiente de aprendizagem adaptativo.
A plataforma ATutor adotou as especificações de empacotamento de conteúdo IMS/SCORM, permitindo que professores, instrutores e tutores criem conteúdo reutilizável, o qual pode ser compartilhado entre diferentes LCMS. O conteúdo criado noutros sistemas compatíveis com o padrão SCORM pode ser importado para o ATutor e vice-versa, o que se torna uma vantagem muito grande, nomeadamente pelas possibilidades de partilha entre diferentes sistemas.

3 – Claroline

Claroline é uma ferramenta de Ensino a Distância (EaD) e de trabalho colaborativo (Licence GNU|GPL). (Ferramenta de Ensino a Distância (EaD) Open source) que permite às instituições criar e administrar informações online
A ferramenta pode ser descarregada gratuitamente pela internet. É utilizada em 84 países e traduzida em mais de trinta idiomas.
4 – Udemy

Udemy.com é também uma ferramenta de ensino à distância, mais recente, que nos permite criar cursos na web com a possibilidade de adicionar apresentações, vídeos e blogs. Os utilizadores podem inscrever-se recebendo o material correspondente, permitindo participar de forma ativa e, inclusive, divulgar o conteúdo nas redes sociais.
Uma das funções mais interessantes que a plataforma nos oferece é a possibilidade de emitir vídeo ao vivo, mostrando aos alunos e professor em tempo real dentro de um painel de comunicação muito intuitivo.
5 – RCampus

RCampus é um Sistema de Gestão da Educação abrangente online e gratuito que aposta num ambiente de aprendizagem colaborativa.
No RCampus, é possível fazer todos os trabalhos relacionados com a escola, nomeadamente a construção de sites pessoais e de grupo e a implementação de cursos, ePortfolios, comunidades académicas, etc. O RCampus fornece todas as ferramentas que se esperam num ambiente online, nomeadamente a publicação de trabalhos, fóruns de discussão, vídeos, imagens, links, recolha as tarefas e avaliação.

6 – P2PU – Peer 2 Peer Universidade

Peer 2 Peer Universidade (P2PU) é uma comunidade online de pessoas que compartilham os seus conhecimentos através de cursos de nível-universitário. Especialistas oferecem o seu tempo e recursos para criar e disponibilizar os cursos nas suas áreas de especialização. Os cursos e os seus materiais associados são livres. No entanto, as matrículas em cada curso são limitadas a fim de proporcionar um ambiente facilitador que permita uma interacção significativa.
Alguns dos cursos agora disponibilizados:
  • Espanhol 123
  • Conflict Resolution
  • Local Open Govt. Innovation
  • Introducción a la Innovación
  • Creative Commons 4 Educators
  • Learn Python the Hard Way
  • Algorit.y Estructuras de datos
  • Español para extranjeros
  • Online Maps with OpenLayers
  • Mathematics Curriculum Development
  • Alt Text & Universal Design
7 – Learnopia

Learnopia é um serviço gratuito que oferece hospedagem para os cursos on-line. É também um lugar onde podemos encontrar e fazer cursos online.
A exemplo da plataforma anterior, há cursos gratuitos e outros pagos. A diferença é que se um formador disponibiliza o seu curso gratuitametne, o alojamento também é gratuito. Nos outros casos, o site cobra uma comissão de 25% por cada venda de curso.